Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João:15 a 17; 26)
Jesus promete outro consolador: é o Espírito de verdade, que o mundo ainda não conhece, pois que não está suficientemente maduro para compreendê-lo, e que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para fazer lembrar o que Cristo disse. Se, pois, o Espírito de Verdade deve vir mais tarde, ensinar todas as coisas, é que o Cristo não pode dizer tudo. Se ele vem fazer lembrar o que o Cristo disse, é que o seu ensino foi esquecido ou mal compreendido.
O Espiritismo vem, no tempo assinalado, cumpri a promessa do Cristo: o Espírito de Verdade preside ao seu estabelecimento. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Cristo só disse em parábolas. O Cristo disse: "que ouçam os que têm ouvidos para ouvir." O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porque ele fala sem figuras e alegorias. Levanta o véu propositadamente lançado sobre certos mistérios, e vem por fim trazer uma suprema consolação aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem ao dar uma causa justa e um objetivo útil a todas as dores.
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec
A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada. Albert Einstein
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domingo, 7 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Vinde a mim...
Vinde a mim, todos os que andais em sofrimento e vos achais carregados, eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
(Mateus, XI 28-30)
Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perdas de seres queridos, encontram sua consolação na fé no futuro, e na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, pelo contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições pesam com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem abrandar sua amargura. Eis o que levou Jesus a dizer: "Vinde a mim, vós todos que estais fatigados, e eu vos aliviareis."
Jesus, entretanto, impõe uma condição para a sua assistência e para a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição é a da própria lei que ele ensina: seu jugo é a observação dessa lei. Ma esse jugo é leve e essa lei é suave, pois que impõe como deve o amor e a caridade.
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec
(Mateus, XI 28-30)
Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perdas de seres queridos, encontram sua consolação na fé no futuro, e na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, pelo contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições pesam com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem abrandar sua amargura. Eis o que levou Jesus a dizer: "Vinde a mim, vós todos que estais fatigados, e eu vos aliviareis."
Jesus, entretanto, impõe uma condição para a sua assistência e para a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição é a da própria lei que ele ensina: seu jugo é a observação dessa lei. Ma esse jugo é leve e essa lei é suave, pois que impõe como deve o amor e a caridade.
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Suicídio e sofrimento
Um homem se expõe a um perigo iminente para salvar a vida de um semelhante, sabendo que ele sucumbirá; isso pode ser considerado como suicídio?
-Não havendo a intenção de procurar a morte, não há suicídio, mas devotamento e abnegação, mesmo com certeza de perecer. Mas quem pode ter essa certeza? Quem diz que a Providencia não reservará um meio inesperado de salvação, no momento mais crítico? Não pode ela salvar até mesmo aquele que estiver na boca de um canhão? Pode ela muitas vezes, querer levar a prova de resignação até o último limite, e então uma circunstancia inesperada desvia o golpe fatal.
Os que aceitam com resignação os seus sofrimentos por submissão à vontade de Deus e com vista à sua felicidade futura, não trabalham apenas para eles mesmos, e podem tornar os seus sofrimentos proveitosos para outros?
-Esses sofrimentos podem ser proveitosos para outros, material e moralmente. Materialmente, se, pelo trabalho, as privações e os sacrifícios que se impõem contribuem para o bem-estar material do próximo. Moralmente, pelo exemplo do poder da fé espírita pode incitar os infelizes à resignação, salvando-os do desespero e de suas funestas consequências para o futuro.
-Não havendo a intenção de procurar a morte, não há suicídio, mas devotamento e abnegação, mesmo com certeza de perecer. Mas quem pode ter essa certeza? Quem diz que a Providencia não reservará um meio inesperado de salvação, no momento mais crítico? Não pode ela salvar até mesmo aquele que estiver na boca de um canhão? Pode ela muitas vezes, querer levar a prova de resignação até o último limite, e então uma circunstancia inesperada desvia o golpe fatal.
Os que aceitam com resignação os seus sofrimentos por submissão à vontade de Deus e com vista à sua felicidade futura, não trabalham apenas para eles mesmos, e podem tornar os seus sofrimentos proveitosos para outros?
-Esses sofrimentos podem ser proveitosos para outros, material e moralmente. Materialmente, se, pelo trabalho, as privações e os sacrifícios que se impõem contribuem para o bem-estar material do próximo. Moralmente, pelo exemplo do poder da fé espírita pode incitar os infelizes à resignação, salvando-os do desespero e de suas funestas consequências para o futuro.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Procurar a morte
Aquele que está desgostoso da vida, mas não querendo abreviá-la, será culpado, indo procurar a morte num campo de batalha, com o pensamento de torná-la útil?
- Quer o homem se mate ou se faça matar, o objetivo é sempre o de abreviar a vida, e por conseguinte, há suicídio de intenção, embora não haja de facto. O pensamento de que a sua morte servirá para alguma coisa é ilusório, simples pretexto, para disfarçar a ação criminosa e desculpá-lo aos seus proprios olhos. Se ele tivesse seriamente o desejo de servir à pátria, procuraria antes viver para dedicar-se à sua defesa, e não morrer, porque uma vez morto já não serve para nada.
A verdadeira abnegação consiste em não temer a morte quando se trata de ser útil, em enfrentar o perigo e oferecer o sacrifício da vida, antecipadamente e sem pesar, se isso for necessário. Mas a intenção premeditada de procurar a morte, expondo-se para tanto ao perigo, mesmo a serviço, anula o mérito da ação.
- Quer o homem se mate ou se faça matar, o objetivo é sempre o de abreviar a vida, e por conseguinte, há suicídio de intenção, embora não haja de facto. O pensamento de que a sua morte servirá para alguma coisa é ilusório, simples pretexto, para disfarçar a ação criminosa e desculpá-lo aos seus proprios olhos. Se ele tivesse seriamente o desejo de servir à pátria, procuraria antes viver para dedicar-se à sua defesa, e não morrer, porque uma vez morto já não serve para nada.
A verdadeira abnegação consiste em não temer a morte quando se trata de ser útil, em enfrentar o perigo e oferecer o sacrifício da vida, antecipadamente e sem pesar, se isso for necessário. Mas a intenção premeditada de procurar a morte, expondo-se para tanto ao perigo, mesmo a serviço, anula o mérito da ação.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Abreviar o fim?
Mas quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir um homem até beira da sepultura, para em seguida retirá-lo, com o fim de fazê-lo examinar-se a si mesmo e modificar-lhe os pensamentos? A que extremos tenha chegado um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que soou a sua hora final. A ciência, por acaso, nunca se engano nas suas previsões?
Bem sei que há casos que se podem considerar, com razão, como desesperados. Mas se não há nenhuma esperança possível de um retorno definitivo à vida e à saúde, não há também inúmeros exemplos de que, no momento do último suspiro, o doente se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes? Pois bem: essa hora de graça que lhe é concedida, pode ser para ele da maior importância, pois ignorais as reflexões que o seu Espírito poderia ter feito nas convulsões de agonia, e quantos tormentos podem ser poupados por um súbito clarão de arrependimento. O materialista, que só vê o corpo, não levando em conta a existência da alma, não pode compreender essas coisas. Mas a espírita, que sabe o que se passa além-túmulo, conhece o valor do último pensamento. Aliviai os últimos sofrimentos o mais que puderdes, mas guardai-vos de abreviar a vida, mesmo que seja em apenas um minuto, porque esse minuto pode poupar muitas lágrimas no futuro.
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec
Bem sei que há casos que se podem considerar, com razão, como desesperados. Mas se não há nenhuma esperança possível de um retorno definitivo à vida e à saúde, não há também inúmeros exemplos de que, no momento do último suspiro, o doente se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes? Pois bem: essa hora de graça que lhe é concedida, pode ser para ele da maior importância, pois ignorais as reflexões que o seu Espírito poderia ter feito nas convulsões de agonia, e quantos tormentos podem ser poupados por um súbito clarão de arrependimento. O materialista, que só vê o corpo, não levando em conta a existência da alma, não pode compreender essas coisas. Mas a espírita, que sabe o que se passa além-túmulo, conhece o valor do último pensamento. Aliviai os últimos sofrimentos o mais que puderdes, mas guardai-vos de abreviar a vida, mesmo que seja em apenas um minuto, porque esse minuto pode poupar muitas lágrimas no futuro.
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec
Auxiliai-vos
Auxiliai-vos sempre, pois em vossas provas mútuas, e jamais vos encareis como instrumentos de tortura. Esse pensamento deve revoltar todo homem de bom coração, sobretudo os espíritas. Porque o espírita, mais que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. O espírita deve pensar que sua ida inteira tem de ser um ato de amor e de abnegação, e que por mais que faça para contrariaras decisões do Senhor, sua justiça seguirá o seu curso. Ele pode, pois, sem medo, fazer todos os esforços para aliviar o amargo da expiação, porque somente Deus pode cortá-la ou prolongá-la, segundo o que julga a respeito.
Não seria excessivo orgulho, da parte do homem, julgar-se com direito de revolver, por assim dizer, a arma na ferida? De aumentar a dose de veneno para aquele que sofre, sob o pretexto de expiação? Oh! considerai-vos sempre como o instrumento escolhido para fazê-la cessar. Resumamos assim: estais todos na Terra para espiar: mas todos sem excepção deveis fazer todos os esforço para aliviar a expiação de vossos irmãos, segundo a lei de amor e caridade.
Não seria excessivo orgulho, da parte do homem, julgar-se com direito de revolver, por assim dizer, a arma na ferida? De aumentar a dose de veneno para aquele que sofre, sob o pretexto de expiação? Oh! considerai-vos sempre como o instrumento escolhido para fazê-la cessar. Resumamos assim: estais todos na Terra para espiar: mas todos sem excepção deveis fazer todos os esforço para aliviar a expiação de vossos irmãos, segundo a lei de amor e caridade.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Por termo as provassões
Já vos dissemos e repetimos, muitas vezes, que estais na Terra de expiação para completar as vossas provas e, que tudo o que vos acontece é consequência de vossas existências anteriores, as parcelas da dívida que tendes a pagar. Mas este pensamento provoca em certas pessoas reflexões que devem ser afastadas, porque podem ter funestas consequências.
Pensam alguns que, uma vez que está na Terra para expiar, é necessário que as provas sigam o seu curso. Há outros que chegam a pensar que não somente devemos evitar de atenuá-las, mas também devemos contribuir para torná-las mais proveitosas, agravando-as. É um grande erro. Sim, vossas provas devem seguir o curso que Deus lhes traçou, mas acaso conheceis esse curso? Sabeis que ponto elas devem ir, e se vosso Pai Misericordioso não disse do sofrimento deste ou daquele vosso irmão: "Não irás além disto?" Sabeis se a providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício, para agravar o sofrimento do culpado, mas como bálsamo consolador, que deve cicatrizar as chagas abertas pela sua justiça?
Não digais, portanto, ao verdes um irmão ferido: "É a justiça de Deus, e é necessário que siga o seu curso", mas dizei ao contrário "Vejamos que meios nosso Pai Misericordioso me concedeu, para aliviar o sofrimento de meu irmão. Vejamos se meu conforto moral, meu amparo material, meu conselhos, poderão ajudá-lo a transpor esta prova com mais força, paciência e resignação. Vejamos se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer cessar este sofrimento; se não me deu, como provar também, ou talvez como expiação, o poder de cortar o mal e substituí-lo pela bênção da paz."
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec
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