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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Bem-Aventurados os Aflitos

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os que padecem perseguição, por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.( Mateus, V:5, 6 e 10)

As compensações que Jesus promete aos aflitos da Terra só podem realizar-se na vida futura. Sem a certeza do porvir, essas máximas seriam um contra-senso, ou mais ainda, seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, compreende-se dificilmente a utilidade de sofrer para ser feliz. Diz-se que é para haver mais mérito. Mas estão se pergunta por que uns sofrem mais do que outros; por que uns nascem na miséria e outros na opulência, sem nada terem feito para justificar essa posição; por que para uns nada dá certo, enquanto para outros tudo parece sorrir? Mas o que ainda menos se compreende é ver os bens e os males tão desigualmente distribuídos entre o vício e a virtude; ver homens virtuosos sofrer ao lado de malvados que prosperam. A fé no futuro pode consolar e proporcionar paciência, mas não explica essas anomalias, que parecem desmentir a justiça de Deus.
Entretanto, desde que se admite a existência de Deus, não é possível concebê-lo sem suas perfeições infinitas. Ele deve ser todo poderoso, todo justiça, todo bondade, pois sem isso não seria Deus. E se Deus é soberanamente justo e bom, não pode agir por capricho ou com parcialidade. As vicissitudes da vida têm, pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa. Eis do que todos devem compenetrar-se. Deus encaminhou os homens na compreensão dessa causa pelos ensinos de Jesus, e hoje, considerando-se suficientemente maduros para compreendê-la, revela-a por completo através do Espiritismo ou seja, pela voz dos Espíritos.
Texto retirado do livro" O Evangelhos Segundo O Espiritismo" de Allan Kardec

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Reencarnação Sim ou Não...

(...) os dogmas fundamentais que percorrem do princípio anti-reencarnacionista, a sorte das almas está irrevogavelmente fixada após uma única existência. Essa fixação definitiva da sorte implica a negação de todo o progresso, pois se há algum progresso, não pode haver fixação definitiva da sorte. Segundo tenham elas bem ou mal vivido, vão imediatamente para a morada dos bem-aventurados ou para  o inferno. Ficam assim imediatamente separadas para sempre, sem esperanças de jamais se reunirem, de tal maneira que pais, mães e filhos, maridos e esposas, irmãos e amigos, não têm nunca a certeza de se reverem: é a mais absoluta ruptura dos laços de família.
Com a reencarnação, e o progresso que lhe é conseguente todos os que amam se encontram na terra e no espaço, e juntos gravitam para Deus. Se há os que fracassam no caminho, retardam o seu adiantamento e a sua felicidade. Mas nem por isso as esperanças estão perdidas. Ajudados, encorajados e amparados pelos que os amam, sairão um dia ao atoleiro em que caíram. Com a reencarnação, enfim, há perpétua solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, do que resulta o estreitamento dos laços de afeição.
Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem, para o seu futuro de além-túmulo:
1º- O nada, segundo a doutrina materialista.
2º- A absorção no todo universal, segundo a doutrina panteísta
3º- A conservação da individualidade, com fixação definitiva da sorte, segundo a doutrina da Igreja
4º- A conservação da individualidade, com progresso infinito, segundo a doutrina espírita.
De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos pela morte, e não há nenhuma esperança de se reencontrarem ; com a terceira, há possibilidade de se reverem, contando que estejam no mesmo meio, podendo esse meio ser o inferno ou  o paraíso; com a pluralidade das existências que é inseparável do progresso gradual, existe a certeza da continuidade das relações entre os que se amam, e é isso que constitui a verdadeira família.
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo O Espiritismo" de Allan Kardec

sábado, 23 de fevereiro de 2013

União e Afeição Entre Parentes...

A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Por isso, diz-se de uma pessoa cujo carácter, cujo gostos e inclinações nada têm de comum com os dos parentes, que ela não pertence à família. Dizendo isso, enuncia-se uma verdade maior do que se pensa. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com a dupla finalidade de servirem de provas para uns e de meio de progresso para outros. Os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e pelas atenções que deles recebem; seu carácter se abranda seus costumes se depuram, as antipatias desaparecem. É assim que se produz a fusão das diversas categorias de Espíritos, como se na Terra entre as raças e os povos.
Vejamos agora as consequências da doutrina anti-reencarnacionista. Essa doutrina exclui necessariamente a preexistência da alma, e as almas sendo criadas ao mesmo tempo que os corpos, não existe entre elas nenhuma ligação anterior. São pois, completamente estranhas umas às outras. O pai é estranho para o filho, e a união das famílias fica assim reduzida unicamente à filiação corporal, sem nenhuma ligação espiritual. Não haverá, portanto, nenhum motivo de vanglória por se ter entre os antepassados algumas personagens ilustre. Com a reencarnação, antepassados e descendentes podem ser conhecidos, ter vivido juntos, podem se ter amado, e mais tarde se reunirem de novo para estreitar os seus laços de simpatia.
Texto retirado do livro "Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Reencarnação e Família

Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.
Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando à erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência, terão dado mais um passo na senda da perfeição. Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles podem percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhuma acidente perturbe sua afeição comum.
Entenda-se bem que se trata aqui da verdadeira afeição espiritual, de alma para alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra apenas pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se procurarem no mundo dos Espíritos. Só são duráveis as afeições espirituais. As afeições carnais extingue-se com a causa que as provocou: ora, essa causa deixa de existir no mundo dos Espíritos enquanto a alma sempre existe. Quanto às pessoas que se unem somente por interesse  nada são realmente uma para a outra: a morte as separa na Terra e no céu.
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo O Espiritismo" de Allan Kardec

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Fé e Perseverança

Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas. Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos. Radiantes de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.
Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. 
O Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas.
O segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso unguento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto.
O terceiro exclamou com fé:
Senhor, eu não sei escolher... Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.
O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa.
Em seguida, abençoo-os e partiu...
O rapaz que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, OH! desencanto!... Ela continha simplesmente uma enorme pedra.
Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando.... Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alivio, em nome do Senhor.
Vivia feliz, cuidando do seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram a porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.
Abraçaram-se, chorando de alegria e nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:
"Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus."
Texto retirado do livro "Pai Nosso" da psicografia de Chico Xavier autor Meimei

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Bíblia Comprova Reencarnação

-Quando o homem morre uma vez, e seu corpo, separado do espírito, é consumido, em que se torna ele? tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo? Nesta guerra em que me encontro, todos os dias da minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação. (Job. XIV: 10-14, segundo a tradução de Sacy)
-Quando o homem morre, perde toda a sua força e expira; depois, onde está ele? Seo homem morre, tornará a viver? Esperare todos os dias de meu combate, até que chegue a minha transformação?( tradução protestante de Osterward).
-Quando o homem está morto, vive, sempre; findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente. (tradução da Igreja Grega)

O princípio da pluralidade das existências está claramente expresso nessas três versões. Não se pode supor que Job quisesse falar da regeneração pela água do baptismo, que ele certamente não conhecia. "Tendo o homem morrido uma vez, poderia ele reviver de novo?" A ideia de morre uma vez e reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja Grega é ainda mais explícita, se possível: "Findando-se os dias da minha existência terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente." Quer dizer: eu voltarei à existência terrena. Isto é tão claro como se alguém dissesse:"Saio de casa, mas a ela voltarei"
"Nesta Guerra em que me encontro, todos os dias de minha vida, estou esperando que chegue a minha mutação." Job quer falar, evidentemente, da luta que sustenta contra as misérias da vida. Ele espera a sua mutação, ou seja, ele se resigna. Na versão grega, a expressão "esperarei", parece antes aplicar-se à nova existência: "Findando-se os dia da minha existênci terrestre, esperarei, porque a ela voltarei novamente"; Job parece colocar-se, após a morte, num intervalo que separa uma existência de outra e dizer que ali esperará o seu retorno. Não é pois, duvidoso, que sob o nome de ressurreição o princípio de reencarnação fosse uma das crenças fundamentais dos judeus, e que ela foi confirmada por Jesus e pelos profetas, de maneira formal. Donde se segue que negar a reencarnação é renegar as palavras de Cristo. Suas palavras, um dia, constituirão autoridade sobre este ponto, como sobre muitos outros, quando forem meditadas sem partidarismo.
Texto retirado do livro "O Evangelho Segundo O Espiritismo" de Allan Kardec

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Uma demonstração de AMOR


Um pai de família chega a casa depois de um dia de trabalho, senta-se no sofá a observar as contas do mês por pagar, algumas já vencidas e outras por vencer, é quando neste momento entra em sua casa o seu filho de quatro anos e a sua mulher, como toda  a criança nestes dias de desanimo parece que chegam com mais energia e eufóricos  correndo em direcção ao pai diz lhe: pai, pai, feliz aniversario a mamã disse que fazias trinta e oito anos és muito grande! O pai embutido na amargura de nem dinheiro ter para comprar um bolo, querendo mesmo que o dia acabe o mais rápido possível, nem responde. Mas a filho continua: pai, pai vou te dar trinta e oito beijinhos e a mãe vai ajudar a contar. A mãe reparando no desanimo do marido nem se atreve se quer a dar-lhe um beijo, e como já prevendo uma má resposta por parte do pai, chama o seu filho. Mas, com o entusiasmo de uma criança, que gostam tanto de comemorar o seu aniversário, continua e passa a dar os beijos ao pai no, sexto beijo o pai em tom de reprovação diz: Oh! Filho agora não! Estou ocupado. O filho fez silencio de imediato. O pai apercebendo-se da sua brutalidade e olhando para o seu filho imóvel a sua frente já de lágrimas nos olhos incapaz de perceber porque não podia dar beijos ao pai, refaz as suas palavras e diz: Logo quando o pai acabar o que esta a fazer. O filho não responde engole o desapontamento e vai para o seu canto brincar sem querer incomodar ninguém. Passados dois dias e a mesma hora daquela má resposta dá da por parte do pai, o seu telemóvel toca, é do hospital sua mulher e seu filho haviam sido atropelados quando se redigiam para casa quando saiam de um parque. A mulher estava estável e seu filho teve morte imediata. Seu corpo foi sepultado num pequeno cemitério não muito longe do local onde o trágico acidente ocorrera. Aquele pai, todos os dias fazia a trajetória que o levava ao cemitério, sendo obrigado a passar pelo parque onde o seu filho era feliz e pelo local da tragédia. A vida havia perdido o sentido para aquele pai, que nunca mais soube ver beleza em nada que o rodeava, tudo era triste, tudo era sofrimento, pois a única coisa que ele queria era que o seu filho terminasse de lhe dar os beijos que havia começado, a uns dias atrás, em sua mente só havia um pensamento, o de pedir desculpas ao seu filho por o ter magoado, por não ter retribuído com afeto, o afeto que o seu pequeno coraçãozinho do seu filho lhe transmitira nesse dia.
As vezes por motivos banais, deixamos passar oportunidades únicas, que jamais se repetirão são momentos em que uma distracção nos afasta do abraço afectuoso de um ser querido, que nos poderá deixar em breve.
Depois, o que resta... essa dor que é fogo que queima e nos consome por dentro.
Mas não é necessário que a pessoa a quem negamos nossa atenção seja arrebatada pela morte, para sentirmos a desconforto do arrependimento.
Quantos filhos deixam de procurar seus pais, por falta de atenção, e vão em busca de alguém ou de alguma coisa que colmate essa falta.
Quantas esposas se fecham dentro de sí mesmas depois de varias tentativas de diálogo com o companheiro indiferente e frio.
Por todas essas razões, é imperativo pensar, nos braços que se estendem para um abraço, nos lábios que se dispõem para um beijo, nas mãos que se oferecem para um carinho.
Um gesto de ternura deve ter sempre como retribuição um gesto de carinho, mesmo sobrecarregados de trabalho, cansados, desmotivados, etc...
Uma demonstração de amor é sempre bem vinda, para dar uma nova cor as nossas horas diárias de luta.
O amor, quando chega, consome as trevas, clareia o caminho, perfuma o ambiente e refaz o ânimo de quem lhe recebe a sua visita.   

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